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INCÔMODO X PULSO EVOLUTIVO.

A importância de manter um certo nível de incômodo nos processos de mudança e evolução, mas sem tanto sofrimento e – mais do que tudo – sem desistir!

Rear view of a young woman holding a paint roller --- Image by © Royalty-Free/Corbis

 

Conversava outro dia com uma das Terapeutas Autorizadas Polaridade Sistêmica®, a linha profissional do Sistema de Cura Essências da Deusa, e comentávamos nossa frustração como terapeutas quando vemos um/uma cliente que vem fazendo aquele precioso e profundo processo de cura e mudança que acontece com o uso desta modalidade vibracional e simplesmente desiste, inventa mil desculpas para si mesmo e abandona o tratamento, que é sugerido por pelo menos três anos consecutivos. E desiste quando está ali – na beira de uma cura profunda daquelas questões que justamente trouxeram esta pessoa até nosso consultório.

E daí fiquei pensando nos meus próprios processos pessoais e como não é fácil ESTAR PRESENTE com o incômodo da mudança.

Postal 18

Como materializadora de um sistema tão rico e cheio de ferramentas como o Sistema de Cura Essências da Deusa, é uma tentação oferecer essências que simplesmente tirassem a pessoa completamente do incômodo. Mas nunca fiz e nunca farei isso, pois um certo nível de desconforto é IMPRESCINDÍVEL para nutrir o desejo de mudança, como já escrevi neste post lá atrás – A Energia Vermelha do Incômodo.

Porém, quem já está nesta caminhada sabe que não é fácil. Porque a princípio tratamos de nós mesmos e vai tudo certo, mas inevitavelmente chegaremos no Sistêmico – família, ancestralidade, padrões familiares, grupos profissionais e teremos que realmente começar a mexer nas dinâmicas relacionais. E aí é que a coisa engancha – engancha no medo de sermos banidos e, principalmente, na FIDELIDADE AO SISTEMA, algo como “se eu me curar deste padrão, se eu mudar e sair da corrente familiar de repetições, deixo de pertencer ao Sistema”. Não minimizem esta fidelidade – ela é profunda, genética, programada biologicamente, é um programa de sobrevivência do tempo em que se não estivéssemos inseridos num Clã unido, inevitavelmente pereceríamos diante de uma natureza adversa e de inimigos vindos de direções diversas.

Mas é importante observar também que quando você começa este processo de cura, evolução – e que sempre envolve mudanças internas, que reverberam em decisões e mudanças externas – AO LADO do incômodo, como se fossem linhas paralelas, tem também esta sensação maravilhosa que sentimos quando estamos em evolução. É nesta paralela que encontramos mais leveza, mais brilho, onde tem um senso de estar vivo –  de estar vivendo de acordo com o Propósito e a Verdade da Alma. É nesta parte de nós que tem um mistério, uma promessa de uma chegada num espaço interno (e externo) onde aquilo que agora incomoda vai ser removido, resolvido e curado. E quando você chega lá, é a Graça! Você fica andando por aí em estado de gratidão, sentindo uma expansão enorme no peito, um senso de ter empreendido uma Jornada e ter chegado com sucesso ao seu objetivo. É claro que em algum momento o incômodo se apresenta novamente, porque um novo salto de crescimento será pedido, pois conforme vamos caminhando neste ciclo depois da mudança, chega a hora em que esgotamos todas as possibilidades – e isso é maravilhoso, por que significa que vivemos plenamente aquele “patamar” e agora estamos prontos a empreender o próximo. Vivemos várias vidas dentro de uma vida, como os casamentos longos e as profissões – vamos evoluindo e permanece coeso aquilo que mantém a resiliência para as mudanças.

Então, minha sugestão é que criemos uma atenção bifocal: uma parte de nós está prestando atenção no incômodo (e não sendo indulgente a si mesmo através de consumo, mundo virtual, comida ou mesmo “luz/vida espiritual”) e se fazendo a pergunta:

– O que este incômodo (doença/sintoma que persiste mesmo tratado, situação desafiante no trabalho, com dinheiro, com filhos ou bichos de estimação, com família, etc.) está querendo me mostrar? E a pergunta que mais adoro: – O QUE DESEJA ACONTECER?

E para responder a esta pergunta, não foque em SOLUÇÕES. Não é “como posso resolver isso?  Sim, porque como somos programados para fugir do incômodo, nós queremos uma solução, e rápido! Queremos a gota mágica, a pílula mágica, qual-quer-coi-sa que nos tire do incômodo. Então o foco é PARA ONDE ESSE INCÔMODO QUER ME LEVAR? Se você seguir fazendo esta pergunta, em algum momento a resposta EMERGE – não da Mente, mas daquele lugar mais profundo, que é a CONSCIÊNCIA e daí, Querida Pessoa, as mudanças serão TÃO, MAS TÃO FÁCEIS de fazer! De fato, elas se apresentam e você às vezes só se nota fazendo tudo diferente quando alguém lhe dá um feedback sobre isso. Parece mágica! Mas não é – foi resultado de uma PERMANÊNCIA OBSTINADA na pergunta e no incômodo.

E para ficar mais fácil, a segunda parte da sua atenção bifocal estará o tempo todo naquele “borbulhar” interno que lhe diz “tem alguma coisa querendo nascer, e é maravilhosa! ”. Constantemente visite esta parte interna que tem este profundo DESEJO de mudança e evolução. Porque este é o programa de nossa Alma – evoluir, aprender, expandir. Então precisamos colocar a Alma e Consciência que se manifesta na dimensão da Matéria lado a lado. Podem ser duas pistas como nas corridas, mas você mantém-se PRESENTE nas duas coisas – no incômodo e no pulsar da evolução. E uma ajuda a outra – o Incômodo ajuda você a se manter motivado e consciente das armadilhas que impedem a mudança (e que são ligadas ao hábito e a lealdade sistêmica) e o pulsar da (r)evolução traz mais conforto para você permanecer no Incômodo. São inseparáveis estes dois!

E seja duro com esta parte de você que é COVARDE, que lhe boicota ou que quer controlar tudo. Se você encara o processo da mudança, você tem que estar aberto a TODAS as perguntas, porque assim as Infinitas Possibilidades de resposta se manifestam.

Vamos nessa, Querida Pessoa? Se posicione no meio do Incômodo e do Pulsar da (r)Evolução e vá no seu ritmo, mas vá!

Postal 7

 

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